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Câncer de rim: vou precisar retirar o rim inteiro?
UROLOGIA ONCOLÓGICADez 2025

Câncer de rim: vou precisar retirar o rim inteiro?

EA

Dr. Eduardo Azevedo

Urologia e Cirurgia Robótica

Receber o diagnóstico de um tumor no rim costuma gerar uma dúvida imediata: "vou precisar perder o rim?". A resposta é: na maioria das vezes, não.

Atualmente, muitos tumores renais são descobertos em fases iniciais, muitas vezes por acaso, em exames de imagem feitos por outros motivos. Quando isso acontece, existe uma chance maior de realizar tratamentos que preservam parte do rim, retirando apenas o tumor sempre que for seguro.

Todo tumor no rim precisa de cirurgia?

Nem todo tumor renal precisa ser operado imediatamente. A decisão depende de vários fatores, como tamanho da lesão, localização, crescimento, características nos exames de imagem, idade do paciente, função dos rins e condições gerais de saúde.

Em alguns casos muito selecionados, especialmente em lesões pequenas e pacientes com maior risco cirúrgico, pode ser indicado apenas acompanhamento com exames periódicos. Em outros, o tratamento cirúrgico é a melhor forma de controlar a doença.

Qual a diferença entre nefrectomia parcial e nefrectomia radical?

A nefrectomia parcial é a cirurgia em que apenas o tumor é retirado, preservando o restante do rim. Sempre que possível, essa é uma estratégia muito importante, pois ajuda a manter a função renal e reduz o risco de problemas futuros relacionados à perda de função dos rins.

Já a nefrectomia radical consiste na retirada completa do rim. Ela pode ser necessária quando o tumor é muito grande, está em uma localização desfavorável ou quando não é seguro preservar parte do órgão.

Quando é possível preservar o rim?

A preservação do rim depende principalmente do tamanho e da posição do tumor. Tumores menores e mais periféricos geralmente têm maior chance de serem tratados com nefrectomia parcial.

Mesmo assim, cada caso precisa ser avaliado individualmente. Às vezes, um tumor pequeno pode estar em uma posição mais complexa. Em outras situações, tumores maiores podem permitir preservação parcial, dependendo da experiência da equipe e da anatomia do caso.

Como a cirurgia robótica pode ajudar?

A cirurgia robótica pode ser muito útil em tumores renais selecionados, especialmente quando o objetivo é retirar apenas a lesão e preservar o restante do rim.

O sistema robótico permite visão ampliada em alta definição e movimentos muito precisos, o que facilita a retirada do tumor, a reconstrução do rim e o controle do sangramento. Isso pode contribuir para uma recuperação mais rápida e melhor preservação da função renal.

É possível viver bem com apenas um rim?

Sim. Muitas pessoas vivem bem com apenas um rim, desde que o rim restante tenha boa função. No entanto, sempre que é possível preservar parte do rim com segurança, essa costuma ser uma estratégia importante para proteger a função renal ao longo da vida.

Por isso, a pergunta principal não é apenas "preciso retirar o rim?", mas sim: qual é a forma mais segura de tratar o tumor preservando o máximo possível de função renal?

O que fazer se descobri um tumor no rim?

Se você descobriu um nódulo ou tumor no rim, procure avaliação com um urologista. A análise dos exames de imagem é fundamental para entender o risco da lesão e definir a melhor conduta.

Em muitos casos, existe mais de uma possibilidade de tratamento. A escolha deve ser individualizada, buscando controle da doença, preservação da função renal e segurança para o paciente.

O diagnóstico de um tumor no rim não significa, necessariamente, que será preciso retirar o órgão inteiro. A avaliação especializada permite definir a estratégia mais adequada para cada caso.

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